A Espiral Vertiginosa João Barrento

ISBN:

Published: 2001

Paperback

148 pages


Description

A Espiral Vertiginosa  by  João Barrento

A Espiral Vertiginosa by João Barrento
2001 | Paperback | PDF, EPUB, FB2, DjVu, audiobook, mp3, ZIP | 148 pages | ISBN: | 10.17 Mb

João Barrento tem vindo, nos últimos anos, a publicar vários ensaios de relevo para a cultura portuguesa. Seguindo-se a A Palavra Transversal (1996), Uma Seta no Coração (1998) e Umbrais - o pequeno livro dos prefácios (2000) surge agora AMoreJoão Barrento tem vindo, nos últimos anos, a publicar vários ensaios de relevo para a cultura portuguesa.

Seguindo-se a A Palavra Transversal (1996), Uma Seta no Coração (1998) e Umbrais - o pequeno livro dos prefácios (2000) surge agora A Espiral Vertiginosa - ensaios sobre a cultura contemporânea, a par de uma colaboração regular no suplemento Mil Folhas do jornal Público, de várias traduções de escritores de língua alemã (da qual é provavelmente hoje entre nós, um dos maiores conhecedores) e da actividade universitária.Neste livro, Barrento pega em questões e conceitos que nos são caros (a cultura, a pós-cultura, a anticultura, a dor, o prazer, a globalização, a viagem, a vertigem, etc.) e pensa-os, colocando-os no confronto modernismo-pós modernismo, chegando à seguinte conclusão:O modernismo foi uma cultura da rotura em profundidade, que virou do avesso os paradigmas racionalistas, positivistas e realistas- o pós-moderno é uma cultura do radical em extensão, numa convivência sem complexos.

O que antes era rigorismo radical, com limites bem definidos, transformou-se hoje num culto do radical pelo radical. O que antes foi rasurado - o Eu, o sujeito: mas não a subjectividade - expõe-se hoje sem limites e sem subjectividade nos talkshows e nos reality shows, na literatura do realismo urbano total: o Eu exterior, o corpo sem interioridade, só com uma alminha feita fait-divers, emoções mesquinhas, biografias rasas. Lúdicas e puramente anódinas. A cultura pós-moderna, diferentemente da moderna, não é crítica nem rigorista, é performativa e transgénica, híbrida e permeável, quase já só tem corpo e sexo.

O resultado: um enorme tédio, porque não se pode ir mais longe do que o corpo, e porque a banalização do gesto pretensamente extremo nos deixa cada vez mais indiferentes.E o que é que nos resta neste tempo que cada vez mais nos empurra para o vazio? João Barrento pronuncia-se assim nas linhas finais do livro: Tudo o que eu pudesse acrescentar seria apenas um prolongamento do meu próprio processo de (re)aprendizagem da viagem como poesia.

E resume-se numa frase: estou a reaprender a lentidão.Este livro é talvez o mais sério candidato ao Prémio para o Melhor Ensaio do ano que agora termina.



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